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Enfim, meu blog.

posted by Carlos Nascimento inʖ

Finalmente tive um pouco de coragem e resolvi criar um blog meu, onde eu pudesse expressar minhas opiniões acerca da realidade distorcida do Brasil. Fiquei preocupado, inclusive, com o que eu iria escrever para iniciar esse discurso, pensei em começar com "Bem, amigos...", mas logo veio à minha cabeça a imagem do Galvão Bueno escrevendo, o que não me agrada em nada!

Então, resolvi começar sem um vocativo, para não escrever jargões de demagogos de plantão da nossa imprensa, que tem um potencial enorme, mas está corrompida pela vontade de obter pontos no Ibope e ganhar dinheiro com publicidade. Maldito Ibope, causa da degradação da mídia televisiva. Durante as férias da faculdade, estava eu procurando algo para assistir, quando achei o programa de Datena, Brasil Urgente, na Bandeirantes, e fiquei a observar suas críticas ao escoamento de água da pista de Congonhas, devido à chuva torrencial que caía em São Paulo.

De imediato, tomei minha postura de analisar as afirmações do volumoso apresentador: "Seria melhor se a chuva ficasse empossada na pista? Será que agora o "Governo" (Federal, Estadual ou Municipal? A imprensa sensacionalista não tem idéia de competências nem de esferas do poder público) vai ser responsabilizado por um temporal que está caindo em São Paulo? A culpa é de Lula, assim como foi de Fernando Henrique, de Itamar Franco, de Collor, de Sarney e de João Figueiredo, durante meus 25 anos de vida? Pelo que eu vivi, desde que cheguei ao mundo através do bairro da Moóca, no frio mês de abril de 1982, chove torrencialmente em São Paulo nos verões. Só não sabia que era culpa do Governo.

E se não for? Bem... Se não for, deverá ser culpa divina. "Opa!" (Pensei de imediato!) "Estamos a ponto de um momento histórico! Deus terá que dar um entrevista no Brasil Urgente para justificar a chuva! Será que Ele mandará São Pedro, seu assessor para assuntos meteorológicos?"

E acabou com o deslizamento de terra, próximo à cabeceira da pista, em um local onde normalmente aviões não pisam, e o avião da TAM passou.

Aproveito a oportunidade para expressar minha solidariedade às VÍTIMAS DA TAM, no sentido estrito, e ao assessor da presidência que, assim como eu, percebeu que a TAM tomou o caminho do brejo, para não utilizar palavras de baixo calão.

Agradeço àqueles que tiveram paciência de chegar a esse ponto do meu texto. Agradecerei ainda mais àqueles que expressarem sua opiniões aqui também. É o que eu penso.